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GRUPO DE TEATRO
Em Janeiro de 2002 formou-se um grupo de teatro amador que já levou a cena diversas peças de teatro. Actualmente leva a cena a tragédia Grega ANTÍGONA.
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
Para dinamizar a Associação e envolver toda a comunidade resolveu-se fazer um levantamento dos usos e costumes e ao mesmo tempo dinamizá-los.
Cabaços
O toque dos cabaços é uma tradição antiga com grande actividade nas décadas de 1950, 60,70 e 80. A rapaziada da aldeia por volta das 11 horas da noite, com dois grandes funis, dirigia-se para dois pontos extremos da aldeia (uns para o “Oiteiro” outros para ao “Vacelinhos”, no dia seguinte uns iam para o “Chão Grande” outros para a “Pedreira”) e assim todo o povo ouvia o toque dos cabaços, especialmente as raparigas, pois esta tradição consistia em casar rapazes com raparigas. No dia seguinte as raparigas comentavam entre elas com quem a rapaziada as casou e se tinham gostado.
Este costume foi-se perdendo ao longo dos tempos. A tocadela dos cabaços começava no Domingo de Conta e terminava no Sábado do Domingo Gordo.
Entrudo
Durante o período anterior ao Entrudo, é tradição da aldeia as raparigas fazerem os compadres e os rapazes as comadres. Estes eram feitos de palha e papel às cores. Mas os compadres eram escondidos em locais difíceis pelas raparigas, por vezes debaixo da cama onde o rapaz dormia, pois o objectivo dos rapazes era encontrá-los. Assim, e depois de todos encontrados, no Domingo Gordo dava-se a volta à aldeia com os referidos compadres e comadres que representavam rapazes e raparigas, ao toque de uma concertina e chegados ao largo da aldeia os rapazes tentavam fugir com as comadres e queimá-las diante das raparigas e as raparigas tentavam derrubar e rasgar os compadres ao ponto de os afogar num tanque de água ali existente.
Serradela da Velha
Na Quarta-feira à noite, precisamente a meio da Quaresma existia o costume de Serrar a Velha. Os rapazes faziam um serrote de madeira muito grande e por volta da nove da noite iam serrar a avó mais recente da aldeia; uns seguravam a porta e os outros com o grande serrote serravam na porta enquanto outros a chorar gritavam “Ai minha avó, Ai minha avó, Ai minha avó …”.
Ao fim de serrarem a avó e em lugar apropriado a rapaziada ia ler as deixas às raparigas, mais ou menos nestes termos:
A menina Maria
Por gostar muito de ir à adega
Deixo-lhe uma corda e uma torneira
Para ir buscar molhos à Pedreira
A menina Maria
Por gostar muito dos animais e ser sua protectora
Deixo-lhe um dicionário
Para ver se chega a ser professora
Ementa das Almas
Durante a Quaresma junta-se um grupo de pessoas, já mais idosas e durante a Quaresma por volta das duas da manhã levantam-se e cantavam em vários pontos da aldeia para as pessoas acordarem e naquele momento em silêncio rezarem pelas almas que já partiram ao encontro do Senhor.
Santos Populares
Pelos santos populares, nomeadamente pelo S. João e pelo S. Pedro, a rapaziada durante a noite vigiava as pessoas e quando elas já estavam a dormir iam buscar os carros de vacas sem as pessoas darem por isso e colocavam-nos no largo da estrada trancando todos os caminhos. De igual modo com a ajuda de uma escada iam buscar os vasos às varandas e colocavam-nos no fontanário da nossa aldeia
Festa de S. Francisco
Realizada no segundo domingo de Agosto é o maior evento cultural que ocorre na aldeia.
Á semelhança do que acontece no Natal, é uma data em que a família se reúne. Com efeito, muitos daqueles que por necessidade da sua vida, vivem fora da Moita, por este país fora ou emigrados na Europa, aproveitam para visitar a sua Terra, conviver com a família e amigos.
Segundo relatos antigos a festa durava três dias, no entanto nos últimos anos os festejos têm início na noite de Sexta feira e prolongam-se até Quarta-feira.
As actividades religiosas que estão na base da sua origem têm o seu ponto alto no domingo com a realização da tradicional procissão que percorre as ruas da aldeia.
Esta festa para além dos tradicionais arraiais, inclui ainda a sardinhada onde todo o povo se junta para confraternizar e ainda um jogo de futebol entre solteiros e casados.
A comissão encarregue da realização destas festas é nomeada anualmente e é constituída por seis elementos.
O Sector Cultural é dirigido pela Dr.ª Sónia Marisa Oliveira Miguel Ferreira (sónia_miguel@sapo.pt)
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